Há fenómenos televisivos populares que ainda bem que o são. Estamos naquela fase em que todos falam da série britânica ‘Adolescência’, da Netflix, e ainda bem. Temos mesmo de falar disto. Além de ser sublime a nível técnico – cada um dos quatro episódios é filmado num único e elaborado plano-sequência –, esta produção escancara os perigos do submundo online, principalmente entre os mais novos. Um rapaz de uma família aparentemente normal é preso por esfaquear mortalmente uma colega na rua. Para lá do choque, a questão impõe-se: como é que chegámos até aqui? Há conversas codificadas com más intenções e um universo perturbador que despreza e põe em perigo sobretudo as mulheres. É o fenómeno ‘incel’, que resulta do termo ‘involuntary celibate’ (celibato involuntário). Ou seja, homens ou adolescentes que se tornam violentos e predadores pela ideia feita numa subcultura online de que são incapazes de se relacionarem com quem desejam. Lá como cá: nesta semana, o País ficou chocado com os contornos de uma relação sexual violenta entre um trio de influencers e uma jovem, em Loures, que acabou com o vídeo exposto nas redes sociais. Sim, a Internet está a tornar-se num campo minado, mesmo debaixo dos nossos olhos.
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