Apesar da luta política que envolve o Código do Trabalho e a designação de juízes constitucionais, ninguém parece interessado em provocar eleições. A incerteza do resultado e a quase certeza de que o causador de instabilidade seria punido nas urnas retraem os partidos. Não está no horizonte uma moção de censura e menos ainda a junção do PS ao Chega para a aprovarem. Tão pouco se antevê uma moção de confiança, perante a qual Carneiro não reincidiria no erro que o conduziu à liderança do partido. O Presidente também já fez saber que a rejeição da proposta do Orçamento não bastará para dissolver a Assembleia. Resta, pois, a remota hipótese de "intermezzo" gerado por processo-crime contra o Primeiro-Ministro. Entretanto, continuam a florir sondagens, mesmo sem eleições para as depositar. O que dizem prova a sua inutilidade. PS e PSD lideram empatados longe da maioria absoluta. Isolado em terceiro, Chega continua a aboborar umas presidenciais agridoces. Se houvesse eleições, Carneiro arriscar-se-ia a uma vitória de Pirro (como Passos Coelho em 2015). Com ou sem ablação de Montenegro, estaria aberto o caminho para a geringonça de direita.
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