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Sérgio A. Vitorino

Sérgio A. Vitorino

Jornalista

A lei das lanchas rápidas

11 de outubro de 2026 às 00:30

A multiplicação das narcolanchas em Portugal tem um par de razões. Desde logo o pico de produção de cocaína do outro lado do Atlântico. Políticas falhadas, sem intervenção global que envolva destruição de culturas e forma de dar à mão de obra um rendimento alternativo, permitem que se vá duplicando a droga pronta a invadir a Europa e a América do Norte. Depois, não é impedido o tráfico na origem, onde corrupção e falta de meios andam de mãos dadas. Já deste lado, pontos de entrada de grandes quantidades de cocaína, como os portos de contentores do Norte da Europa, reforçaram e modernizaram os meios de deteção, como raios-x, fechando a porta e empurrando as redes para o método das narcolanchas na Península Ibérica. Por fim, o atraso de anos na lei das lanchas rápidas permitiu estabelecer em Portugal redes logísticas. E, quando finalmente surgiu, foi como se quem legislou estivesse a dormir. É fundamental aumentar a pena máxima para 5 ou mais anos (está nos 4) de forma a permitir a prisão preventiva dos criminosos. Já por diversas vezes as autoridades detiveram homens que foram soltos para serem apanhados de novo e outra vez libertados. Isso é gozar com os polícias que arriscam a vida.

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