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Sérgio A. Vitorino

Sérgio A. Vitorino

Jornalista

Tiro no porta-aviões

06 de setembro de 2026 às 00:30

Um porta-aviões nuclear tem reatores que o permitem estar indefinidamente a operar, se tudo dependesse das máquinas. Foi isso que Trump ordenou e a Marinha norte-americana cumpriu ao manter o USS Abraham Lincoln 286 dias sem ir a Porto. Mas como (ainda) qualquer organização, o navio são homens e mulheres, no caso mais de 5 mil a viverem em 300 metros. O resultado foi óbvio: uma tripulação saturada física e mentalmente; impacto na eficiência das operações; e um navio que, por não regenerar, ficou uma lata velha de ferrugem, efeito da quente água do Médio Oriente. Exemplo de como uma má liderança (ignorante no topo, e submissa no patamar abaixo) faz desmoronar a melhor máquina.

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