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Sérgio A. Vitorino

Sérgio A. Vitorino

Jornalista

Cocaína e espingardas

22 de agosto de 2026 às 00:30

A criminalização das narcolanchas em Portugal, acompanhando tarde e a más horas o que já se faz em Espanha desde 2018, gerou um novo fenómeno. De acordo com investigadores, foi detetado que algumas lanchas de alta velocidade passaram a ter como origem a Itália - para onde os especialistas dos 'estaleiros' galegos e minhotos se terão mudado. Mas isso fez com que as lanchas, usadas à mesma em Portugal e Espanha, tenham passado a incluir nas tripulações - e no pessoal das descargas em terra - gente muito pouco recomendável e que, até agora, tinha menos presença em Portugal. Membros das máfias italianas e dos balcãs viram a oportunidade de reforçar o peso no tráfico internacional de drogas, nomeadamente de cocaína vinda da América Latina em navios, transbordada para narcolanchas em alto-mar e descarregada em praias e rias da Península Ibérica. Um destaque: é gente muito mais violenta do que aquela a que estamos habituados; andam com espingardas de assalto; calibres de guerra; e não hesitam em disparar se assim entenderem. As recentes apreensões de arsenais em casas de recuo, armas e toneladas de drogas em transportes por autoestrada e de carradas de combustível, mostram que, para lá da logística, anda cá a 'barra pesada'. E isso deve obrigar a medidas pelo Sistema de Segurança Interna.

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