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Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

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21 de maio de 2026 às 00:30

Entraram os primeiros dias de calor e o País voltou ao costume: temperaturas a subir, sirenes a tocar e dezenas de fogos espalhados pelo mapa. Basta uma tarde mais quente para a floresta começar a arder. Coincidência? Dificilmente. Entre o descuido repetido e o fogo posto, continua a haver mão humana na origem dos incêndios. E todos os anos assistimos ao mesmo teatro: avisos, promessas, indignação momentânea e prevenção que chega tarde. Limpa-se mato depois das tragédias, discute-se o ordenamento da floresta quando o fumo já cobre as aldeias e exige-se heroísmo aos bombeiros. O calor não explica tudo. Expõe apenas um problema que o País conhece há décadas e que insiste em tratar como surpresa. A questão já não é se teremos um mau ano de incêndios. É perceber porque continuamos tão preparados para repetir os mesmos erros. 

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