Serem inspetores da PJ do Porto a deter o ‘mandachuva’ da Câmara de Lisboa permite várias leituras. A primeira é que ninguém detém o monopólio da investigação. O Porto atua em Lisboa, tal como Aveiro já o fez noutro caso - a ‘Face Oculta’ - , mostrando um sistema que funciona e que resiste a tentações de controlo político. É um sinal claro de independência institucional.
Outra conclusão relevante é a capacidade de articulação entre PJ, Ministério Público e juiz de instrução. Demonstra-se que os crimes económicos podem resultar em detenções e até em medidas de coação gravosas, quando sustentadas por prova consistente.
Pode criticar-se Pedro Miguel Vieira por protagonismo, mas a verdade é que, à semelhança de outros processos, deu a cara e acompanhou a investigação. Para os arguidos, significa enfrentar um juiz que conhece a prova produzida.
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Ninguém detém o monopólio da investigação.
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