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Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

Crianças tiradas à força

21 de abril de 2026 às 00:30

Quase 20 mil crianças arrancadas à força do seu país não é apenas um número chocante - é uma acusação brutal contra a barbárie contemporânea. Estamos a falar de menores separados das suas famílias, privados da sua identidade, alguns entregues a famílias russas como se fossem objetos, outros enclausurados em instituições que evocam práticas de repressão e desumanização. Isto não são “efeitos colaterais” de guerra: são atos deliberados, sistemáticos e profundamente criminosos. O resgate de 45 crianças pela PJ é meritório, mas expõe a dimensão do horror por resolver. Como é possível que a comunidade internacional assista a isto com respostas tão tímidas? Cada criança por recuperar é uma falha coletiva. O silêncio, a lentidão e a falta de consequências efetivas tornam-nos cúmplices passivos de um dos episódios mais sombrios deste conflito. 

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