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Tânia Laranjo

Tânia Laranjo

Jornalista

Greve geral

02 de junho de 2026 às 00:30

A nova lei laboral promete tornar os despedimentos mais fáceis, reduzir compensações, fragilizar direitos conquistados e aprofundar a precariedade. É uma opção política clara: transferir poder dos trabalhadores para as empresas, em nome da flexibilidade e da liberalização do mercado de trabalho. Ainda assim, mantenho o meu ceticismo em relação à greve geral. Desde logo pela data escolhida, na véspera de um feriado, o que inevitavelmente levanta dúvidas sobre a sua eficácia e sobre a leitura que será feita da adesão. É difícil perceber até que ponto a participação refletirá uma verdadeira mobilização contra a reforma laboral ou será influenciada pela oportunidade de prolongar um fim de semana. Essa ambiguidade enfraquece a força política da mensagem. Além disso, a experiência mostra que muitas destas mobilizações acabam por ter resultados limitados. Mas quarta-feira veremos a dimensão da contestação. 

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