Ontem, no CM, Rui Pereira tocou no tema e fez bem: estamos a embrutecer, escrevemos cada vez pior, não se incentiva o conhecimento nem o milagre da língua, ridiculariza-se o respeito pelos autores clássicos da nossa literatura, perdemos – sem olhar para trás – vocabulário e sensibilidade, banaliza-se a ‘contemporaneidade’ como uma espécie de desculpa para todas as alarvidades da ‘arte’ e da ‘comunicação’. Desde a publicação de ‘Mau Tempo no Canal’ (1944), de Vitorino Nemésio, uma das joias da nossa cultura literária – e da nossa língua – que perdemos mais de 15% daquele léxico. Não só não identificamos parte daquilo de que o livro fala, mas também é difícil (para um aluno do Secundário) identificar 15% das palavras usadas, para não falar das suas construções gramaticais. Esta perda é dramática. O sistema atual visa fabricar mais ignorantes e mais relapsos em relação à tradição e à cultura. Mais gente que reage indignada a qualquer parvoíce – mas que é incapaz de falar claro em português. Estou convencido (ao contrário de Rui Pereira, certamente) de que se trata de um plano. Está em curso.
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