Só isso pode explicar que esteja a negociar a aplicação do memorando da troika com os partidos da maioria e a discutir um putativo governo com o Bloco de Esquerda, ao mesmo tempo que vota a favor de uma moção de censura dos Verdes cujo texto critica o "memorando agressivo com a troika, assinado pelo PS, PSD e CDS".
O apêndice ambiental do PCP – Verdes por fora e vermelhos por dentro, como as melancias – faz questão de recordar aos mais esquecidos que foi o PS de José Sócrates quem encabeçou o acordo de assistência financeira.
O inseguro líder do PS corre o sério risco de transformar-se numa versão caseira do Platão de Sócrates – o ex-primeiro-ministro, não o filósofo – sempre a participar em diálogos falhados.
A espargata política de Seguro ainda acaba com o próprio a fazer o pino e a cair redondo no chão.
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Por Carlos Rodrigues
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