O CM teve um começo difícil e no primeiro ano de publicação vendia menos do que outro diário nascido também no final da década de 70, o ‘Portugal Hoje’, cuja redacção tive o privilégio de chefiar – infelizmente, já na fase em que se lutava apenas pela sobrevivência –, e que terminaria em 1982, com poucos leitores e muitas contas por pagar.
Foi, por isso, necessária a enorme conjugação de talento, determinação e capacidade de trabalho de muita gente, ao longo de décadas, para fazer deste jornal o que ele é: o líder da imprensa em Portugal, com vendas que se aproximam das obtidas pelos outros quatro diários generalistas... juntos.
Falta agora ao CM alargar a sua influência à área da TV e, genericamente, no audiovisual, acompanhando a grande migração para as novas plataformas e aumentando o poder de uma marca que o mercado consagrou: sem simpatias do poder e sem subsídios, só com a vontade dos portugueses que, todos os dias, tiram, do próprio bolso, uma simples moeda.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.