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Hoje quase só se fala do Iraque, mas convém que se saiba que continua a haver no Afeganistão um problema ainda por resolver, depois de as forças americanas, em 2001, terem retirado do poder os taliban, ou estudantes religiosos, que tinham expulsado os soviéticos em 1992.

Há uma situação instável, com diferentes facções a lutarem por controlar algumas zonas do país presidido por Hamid Karzai. As eleições presidenciais previstas para Junho serão, com certeza, um elemento clarificador.

Portugal, como membro da NATO, não pode eximir-se a estas missões. Deve fazê-lo calculadamente, sem ultrapassar aquilo que o nosso país pode dar, mas nos tempos que correm não é possível ficar de fora. De resto, todos sabemos que, após o 25 de Abril, não investimos praticamente um cêntimo nas nossas Forças Armadas.

Por razões políticas, não podia ser uma prioridade, obviamente. Mas começa a ser tempo de estruturarmos uma força que permita ter um peso relativo proporcional às obrigações que o País tem de ter no quadro das instituições internacionais em que está integrado.

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