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Mendes, no último ano e meio, deve ter-se sentido mais como um náufrago solitário do que como um capitão de navio. À Esquerda, e em crescimento, tem uma maioria socialista acusada de ter a coragem de fazer aquilo que o PSD sempre quis e nunca conseguiu.

À Direita, a luz do farol do CDS-PP, ex-parceiro de coligação, apaga-se a cada nova luta interna. E do seu próprio partido, em vez de bóias – como apoio e eco às suas ideias – vê tubarões preparados para o devorar: na mesma semana em que António Borges voltou a gritar um “eu estou aqui cheio de ideias e rodeado de competência”, os encontros ultra-secretos do grupo de barrosistas como Relvas e Sarmento chegaram finalmente ao conhecimento do País.

Mendes não é, claramente, um líder carismático. Mas o preço que está a pagar por lhe terem colado o rótulo de líder de transição é demasiado alto. Decidiu não gritar contra todas as ideias do Governo e apresentou alternativas. A ajuda da União Europeia às indemnizações para emagrecer a Função Pública não era de desdenhar. E a reforma da Segurança Social que propôs esta semana no Parlamento, já testada em vários países europeus, merecia mais do que o esgar de Sócrates.

Pacientemente, Mendes vai aguentando o barco à tona. Sabe que o tempo costuma premiar os resistentes. E esquecer os oportunistas.

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