As jovens encenaram um protesto numa catedral ortodoxa de Moscovo com a intenção expressa de insultar o presidente Vladimir Putin (que, diga-se, merece bem mais do que insultos), mas acabaram por ser alvo da ira da maio-ria dos russos. Segundo uma sondagem (cuja isenção se desconhece), somente 6% da população apoia as cantoras.
A ser verdade, tão unânime condenação esvazia a ideia de um julgamento político, um acto mais da ‘comédia' protagonizada pelo antigo espião do KGB, que gosta de manter a Rússia nos ‘eixos' da ditadura (sem a qual, na verdade, nunca soube viver).
Mas convém perceber que, apesar da sua falta de gosto, a manifestação musical das ‘ratinhas revoltadas' teve boas razões. É que, aquando das presidenciais de Março, o Cardeal Cirilo, primaz da Igreja Ortodoxa russa, declarou apoio a Putin e, semanas antes do protesto, Vsevolod Chaplin, do patriarcado de Moscovo, considerou a era Putin "uma dádiva de Deus". Ante tamanha mostra de isenção e de... amor cristão, convenhamos que a Igreja (não os fiéis) fez o possível por merecer o insulto.
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Por Carlos Rodrigues
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