E fez a saudação popularizada pelo actor Leonard Nimoy como o personagem meio vulcano meio humano, em que separa os dedos médio e anelar da mão direita. A comparação já tinha sido assinalada pela revista online ‘Slate’e pela colunista do ‘NY Times’, Maureen Dowd.A "afinidade" é que ambos são filhos de culturas diferentes – no caso de Obama, mãe branca e pai negro, familiares cristãos e muçulmanos. Uma empresa até fabricou bonecos de Obama com orelhas pontiagudas. A chegada de Obama (48 anos) à Casa Branca marca não só uma mudança de geração no leme (e, claro, a cor da pele), mas também um novo paradigma cultural.
Na altura em que Bill Clinton e George W. Bush (ambos de 62 anos) eram pós-adolescentes e, respectivamente, protestavam contra ou fugiam da Guerra do Vietname, o actual presidente era um fedelho que se babava com ‘Star Trek’ na TV. Não só Obama sabe quem é Spock, como admite a influência da série na sua formação: o que o adulto reteve da experiência da criança foi a mensagem pacifista da série, ao fazer da Federação Unida dos Planetas uma metáfora da ONU. Essa transição cultural foi detectada e está a ser debatida por um naipe de sabichões – como Henry Jenkins, director do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).Segundo este, "todos os presidentes americanos têm um impacto na cultural popular.
Mas o de Obama é especialmente forte, devido ao imenso apoio que recebeu nas indústrias criativas e entre os jovens – o público mais cobiçado entre os produtores de cultura". Obama é um VIP pop: dita modas culturais e suscita interesse sobre o que lê, ouve e assiste. Já citou num evento a série ‘Gossip Girl’ (Fox) e gravou um comentário espirituoso sobre a mudança de Jay Leno para Conan O’Brien no ‘Tonight Show’, da BBC. Por cá, Sócrates cimenta o seu sorriso amarelo e Manuela Ferreira Leite perpetua a vivacidade de uma daquelas estátuas da ilha de Páscoa.
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