Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoMas o dinheiro a preço de saldos não é fenómeno eterno. O Governo, nas metas inscritas no PEC, prevê que até 2013 as taxas de juro a três meses aumentem ao ritmo de 4,9 vezes. Ou seja, por cada euro pago hoje de juros prevê-se que daqui a três anos as famílias paguem 4,9 euros.
Nos empréstimos indexados a seis meses a subida será menos abrupta, mas os consumidores poderão esperar um aumento de 2,6 vezes dos juros. Ou seja, para quase dois milhões de famílias, os sacrifícios do PEC, que se traduzem em menos rendimentos e mais impostos, até representam um mal menor em comparação com a subida dos juros. Com a economia anémica, a evoluir a um ritmo inferior a 2%, é impossível um ajustamento salarial que compense tamanho corte do poder de compra.
Aquilo a que chamamos crise está a transformar-se num fenómeno estrutural deste país habituado a empobrecer.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.