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Infelizmente, com a instalação desmedida das pequenas, médias e grandes-superfícies, o mercado foi ficando pelo caminho. Ao perder serviços-chave, como o encerramento dos CTT, a situação agravou-se ainda mais. A teimosia dos operadores que ali viveram a sua juventude e hoje entrados na velhice evita o seu desaparecimento comercial. Por quanto tempo é imprevisível, dependendo do empenho da autarquia. Lembrar dele só em tempo de eleições é muito pouco. O comércio de Coimbra e o seu mercado merecem muito mais. Um espaço que tão bem acolhe as tradições académicas merecia também da sua associação um carinho especial, na sua recomendação.

Não obstante a tentativa das associações, o bom trabalho desenvolvido pela APBC, está a tornar-se cada vez mais difícil convencer os consumidores a regressar ao comércio tradicional. Mas há soluções, desde que haja vontade política. Hoje discute-se o elevado custo suportado pelo Estado com as rendas dos espaços onde estão instaladas as lojas do cidadão. Em Coimbra, o Mercado D. Pedro V tem condições para receber alguns serviços. E porque não a Loja do Cidadão, depois de algumas adaptações, a custo reduzido para o erário público?

O mercado está reduzido a 50 por cento, havendo espaço suficiente para a instalação de serviços que trariam benefícios para todos. O Estado poupava e aquele espaço comercial ganhava uma nova dinâmica – e seria uma maneira de atrair as pessoas e de devolver ao Mercado D. Pedro V a sua função de maior loja-âncora do centro da cidade.

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