Protagonista: o capitão Barros Basto (1887--1961), aliás Abraham Israel Ben-Rosh, fundador da sinagoga Kadoorie Mekor Haim, obra notável que os portugueses desconhecem, e que domina a Rua Guerra Junqueiro no Porto: Mekor Haim significa "fonte da vida"; Kadoorie é o nome do judeu iraquiano que contribuiu para a construção (Sir Elly Kadoorie foi de Bagdad para Bombaim, e daí para Hong Kong, onde morreu num campo de prisioneiros japonês).
As montanhas de Trás-os-Montes e da Beira foram percorridas pelo capitão Barros Basto (cuja conversão ao judaísmo se fez em Tânger, pois a comunidade judaica de Lisboa lha recusou), resgatando judeus portugueses a que a Inquisição impôs vida clandestina desde o século XVI – antes de o exército português o expulsar em 1937. A Kadoorie Mekor Haim é a maior sinagoga da península. Assinalaram-se ontem os 75 anos da sua construção – é um património que devíamos festejar.
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Por Carlos Rodrigues
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