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Além da conciliação da vida familiar com a vida profissional, levanta-se ainda a questão pedagógica, devido a uma pausa de Verão tão longa, e a dúvida sobre a duração do ano lectivo: perante queixas repetidas sobre a extensão dos programas, não seria de cortar nas férias?

De facto, passando os olhos pela brochura da Eurydice (base de dados sobre educação e ensino da responsabilidade da Comissão Europeia) sobre o calendário escolar 2012-2013 nos diferentes países da UE (Portugal, estranhamente, não consta), verifica-se que nos encontramos no grupo de países com as férias de Verão mais longas e com o ano lectivo mais curto (34 a 35 semanas).

De resto, temos um dos calendários escolares mais desequilibrados, com férias da Páscoa muito longas, a separar dois períodos lectivos demasiado curtos (10 semanas cada).

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