Este desnorte centralista é um notório símbolo de desperdício, ineficiência e opacidade administrativa sempre esquecido pelos comentadores crónicos e nos diagnósticos troikistas.
Sócrates conseguiu no PRACE consagrar um consenso muito alargado em torno de uma organização territorial coerente baseada nas cinco regiões--plano que valem para Bruxelas – Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve. A irracionalidade ficou circunscrita à teimosia distrital das finanças ou da segurança social e a modelos exóticos nas águas e no turismo, mas a coordenação regional não passou da lei. O atual Governo, em vez de aprofundar os pontos de acordo, demonstra não ter pinga de pensamento estratégico em matéria de políticas territoriais e tem por inconsciência multiplicado o caos. O famoso livro verde omite escandalosamente a questão regional e malha nas pobres freguesias. Demagogicamente foram extintos os governos civis e o centralismo orgânico já levou para Lisboa decisões regionais nas áreas do ambiente, da economia, da saúde ou da educação.
A coordenação regional das políticas públicas é tema inexistente e o absurdo superou tudo com a Ministra da Justiça a recriar os anacrónicos distritos, mera realidade eleitoral e dos aparelhos partidários, como base das novas comarcas.
Provavelmente por acaso, já criticada por deputados do PSD, destaca-se a Secretária de Estado do Turismo que está a tentar dar coerência regional à organização do setor.
Sem sequer parar para pensar, impera o dividir para reinar.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Não parecendo uma pessoa extrovertida, o Papa Leão XIV transmite algo de ternurento e carinhoso.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.