O PAN quer espalhar pombais contraceptivos por Lisboa. 'Pombal contraceptivo' parece um eufemismo para 'Casa de Alterne para aves'. Imagino um estabelecimento onde os pombos vão relaxar depois de um dia inteiro a defecar em mobiliário urbano. À sua espera, pássaras marotas metem conversa:
- Então, passarão? Pagas-me uma tacinha? Queres dançar o 'Passarinhos a bailar'?
E, aparelhadas com mini-DIUs, fazem os pombos gastarem a sua energia reprodutora debalde. Seria uma ideia bem moderna.
Afinal, não. 'Pombal contraceptivo' é um sítio onde se encorajam os pombos a viver, para depois lhes roubarem os ovos. Ora, isso só é contraceptivo na medida em que o aconteceu à família McCann pode ser considerado um método anticoncepcional.
Preservativo, coito interrompido, pílula: são contraceptivos. Raposa num galinheiro: não é. Quem acha que roubar ovos é contracepção, em princípio acha que se pode abortar até entrar na 1ª Classe. Nem André Ventura se atreveria a sugerir esta ideia com ciganos.
Não é a primeira medida do PAN que se revela anti-animal: já a campanha para substituir automóveis por bicicletas é um rude golpe no bem-estar dos cães, que ficam com cada vez menos pneus onde urinar.
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