Verdadeiramente, esta festa não se deveria chamar Corpo de Deus, mas sim Corpo e Sangue de Cristo, que é como a liturgia oficial a propõe. Neste dia, a Igreja celebra, de forma solene, a presença de Jesus Cristo no pão e no vinho eucarísticos, que se convertem no Seu Corpo e Sangue. De forma discreta, com uma humildade desconcertante, o nosso Deus assume o pão sem fermento da hóstia, para fazer dele o seu Corpo, e transforma o vinho, depositado num cálice, no Seu Sangue.
Noutros países, esta festa é popularmente designada pela expressão latina "Corpus Christi" (Corpo de Cristo) ou "Corpus Domini" (Corpo do Senhor). Em França, é também chamada de Festa de Deus. Parece que nós fizemos a junção do "Corpus" latino com a Festa de Deus, francesa.
Seja qual for a designação, toda a Igreja celebra o mesmo acontecimento, a presença de Jesus no Pão e no Vinho, que acontece sempre que os cristãos se reúnem e o sacerdote repete as palavras que ele disse aos seus apóstolos, na Última Ceia antes da sua Paixão: – Tomai, todos, e comei: Isto é o Meu Corpo… Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do Meu Sangue…
O milagre eucarístico de Bolsena aconteceu, precisamente, quando um padre repetia essas palavras e gestos de Jesus. No ano de 1263, nessa cidade do centro da Itália, esse sacerdote celebrava a Eucaristia, em cima do túmulo de Santa Cristina, quando foi assaltado por dúvidas sobre a presença de Jesus na Hóstia Consagrada. Nesse instante, a Hóstia transformou-se em carne e começou a sangrar, sujando o corporal – o pano de linho onde se coloca a hóstia e o cálice com vinho. Esse sacerdote transmitiu o sucedido ao Papa Urbano IV, que mandou investigar o sucedido e, determinada a veracidade do milagre, estendeu a celebração do "Corpus Christi" a toda a Igreja.
Em Jesus Cristo presente na Eucaristia, eu acredito. Noutras presenças e possessões, muito em voga nos últimos dias, tenho mais dificuldade em crer. Aceito-as como possibilidades, contudo, mais como ausência do Bem e, por isso, manifestação do Mal…
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