Os números são claros, 2025 foi um péssimo ano para a produção de uva em Portugal. Falamos de uva (logo, quantidade) porque o vinho ainda repousa em cubas de norte a sul do país e a sua qualidade só vai ser avaliada mais tarde e, aí, confirmar se a máxima popular “ano de míldio é ano de Vintage” se aplica no Douro. O que já sabemos, a partir das Declarações de Colheita e Produção reportadas ao Instituto da Vinha e do Vinho no final da vindima, é que existiu uma descida de 14% em relação à campanha 2024/2025 e de 16% se contabilizarmos as últimas cinco vindimas. As causas também são conhecidas. A um inverno muito chuvoso seguiu-se uma primavera amena e com humidade elevada, as condições perfeitas para o desenvolvimento de doenças fúngicas como o míldio, que matou à nascença boa parte da produção. Em contraciclo, se olharmos para os dados de produção, estão os Açores e a Beira Interior, duas pequenas regiões que aumentaram a produção num ano que a maior parte dos viticultores vai querer esquecer o mais depressa possível.
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