Por isso, este caso provoca repulsa geral mas é especialmente doloroso para os habitantes de uma região e de uma cidade que não mereciam que se falasse deles por estes motivos. Inverteram--se os termos da equação e o suicídio, contrariamente ao habitual, só surgiu depois de actos bárbaros inacreditáveis num ser humano. O diabo invadiu a pacatez da planície alentejana e feriu o orgulho dos alentejanos. Face ao desfecho final a questão não se põe, mas casos como este desafiam os limites da justiça humana.
Por mais grave que fosse a pena que viesse a ser aplicada, sempre perduraria uma sensação de insatisfação. Mesmo que a pena fosse a prisão perpétua ou a pena máxima. Porque não há pena que seja justa face à irreversibilidade da morte. Porque a dimensão da ausência de sentimentos que permite matar, com tamanha frieza e barbárie, a mulher, a filha, a neta, escapam a qualquer tentativa de compreensão humana.
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