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E se acabar, no canal 40 da TV Cabo, a emissão da Canção Nova? A questão hoje não é se deve haver um canal cristão e católico em Portugal, é se estaremos dispostos a ver desaparecer o que existe hoje!

É certo que pouco se fez, ou melhor, poucos fizeram para que a Canção Nova ali aparecesse e se mantivesse já há mais de um ano no ar e em muitos lares deste Portugal católico! Da história deste projecto em Portugal, no que toca a pessoas envolvidas, registámos algumas a acreditar muito, outras (poucas) a tentar desacreditar tudo, e uma imensa multidão a assistir e a ver o que irá dar!

Como exercício esclarecedor da minha opinião, coloco uma hipótese: se acabassem ou criassem demasiadas e injustificadas dificuldades, à actual programação existente na TV aberta ("Ecclesia", 70x7 e 8.º Dia, transmissões de celebrações ...), ou se calassem já a pouca programação religiosa na rádio (incluindo a nossa RR), e se criasse ainda mais dificuldades à nossa Imprensa católica ... certamente (e muito justamente), teríamos fortes movimentações e pronunciamentos dos serviços e das entidades responsáveis por este valioso sector de evangelização como se algo de muito negativo e lamentável se tratasse. Como poderá, então, entender o possível silêncio ou indiferença face ao facto do Canal da Canção Nova sair da rede cabo? Que Igreja será esta se se colocar à margem deste destino que lhe estará traçado, ficando indiferente à sorte deste canal de programação que se esforça e afirma como evangelizador e eclesial, com tantas provas dadas, particularmente no Brasil?

Nesta hora não é o perfil do canal que está em análise, mas a possível (e incompreensível!) postura desta Igreja e deste País que ele quer, esforçadamente, servir.

Recordo com alguma saudade e igual lamento a emoção que nos foi suscitada, na Igreja Católica em Portugal, aquando da criação e lançamento da TVI.

Como foi generosa e solícita a comunidade cristã face à possibilidade de haver em Portugal um canal que se intitulava de "Inspiração Cristã"! Como a nossa Igreja em geral, e a maioria do nosso Episcopado, se uniu (e abençoou!) a este projecto que, infelizmente, não soube ou não foi capaz de se manter fiel aos seus bons propósitos!

Face ao experimentado e ao "amargo de boca" que nos deixou a todos, serei muito compreensivo perante alguma relutância inicial verificada, quando chegou aos nossos lares este novo canal vindo do Brasil. Ainda por cima com a nossa experiência dos tempos da IURD da SIC! Estas experiências deixaram a Igreja em Portugal algo debilitada, face a esta linguagem e a estes empreendimentos. Mas já lá vai algum tempo. Hoje já poderemos comparar as expectativas de então, face a uma "carta de intenções" da TVI, com as provas já dadas por este canal católico?

Não há outra alternativa e temos de partilhar hoje o destino deste canal de TV. Alimentar e rebuscar as desconfianças iniciais, como se elas valessem hoje o mesmo que há meses atrás, não será próprio de pessoas que se querem sérias, maduras e responsáveis.

Se há coisa com que não posso pactuar é com o pecado da indiferença e muito menos com o pecado da ingratidão!

Face a este projecto concreto de TV é hora de se tomar posição e agir, pois disso depende o seu futuro. É hora de, por um lado, agradecer o muito que ele já é e, por outro, colaborar com o muito mais que poderá vir a ser, como instrumento precioso da Nova Evangelização, desta Nação.

A hora é de dar as mãos fraternamente e comungar, no sacrifício e na missão. O fracasso ou o sucesso deste canal dirá muito daquilo que hoje somos e queremos ser. Deixar-nos-á muito mais pobres e fracos (talvez, mais infiéis!), ou muito mais fortes, ousados e dinâmicos.

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