Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoEm mais de um ano de novela, Paulo Teixeira Pinto sempre disse que o preço de 5,70 era justo, mesmo quando a cotação do BPI em Bolsa disparava e o desmentia.
Os quase mil milhões de euros oferecidos ontem a mais constituem uma homenagem do BCP ao mérito da equipa de Fernando Ulrich, que vem liderando a luta contra a OPA. O trabalho da administração e a recusa do núcleo duro do banco fundado por Artur Santos Silva já deu um lucro potencial aos accionistas de 988 milhões de euros. Apesar de ter subido a parada, Paulo Teixeira Pinto ainda não tem a vitória assegurada.
O sucesso final depende do que decidirem o grupo Al-lianz, os brasileiros do Itaú e especialmente os catalães da La Caixa que têm 25% do BPI. E os espanhóis não são um banco que tem de prestar contas a accionistas normais.
O patrão de La Caixa é o governo autónomo da Catalunha. Não deixa ser estranho que o sucesso de mercado de capitais em Portugal dependa de um governo de Barcelona, que actualmente é constituído por socialistas, comunistas e nacionalistas catalães de esquerda. Afinal as OPA também se ganham com política, não basta o dinheiro.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.