Ontem, a filosofia deEspinosa percorreu Portugal de norte a sul. O povo disse o que queria e o que pensava. Veio lá do fundo, sem excessos, sem violência (que alguns desejavam), com inteira liberdade.
Muitos dos que mandaram "recados" contra as medidas do Governo, e "ameaçaram" sair à rua juntando-se aos protestos, preferiram o conforto da sala de estar, ou da casa de férias, para preparar o seu pensamento, que será revelado num palco mais elevado: o Palácio de Belém.
Mas é como Espinosa diz, "que cada um pense o que quiser e diga o que pensa".
Mas é preciso saber se existe quem ouça? Ontem, só o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, se atreveu a sair à rua (para presidir ao Conselho Nacional do CDS-PP), o resto do Governo esteve recolhido, também ele reflectindo sobre o que fez, e o que irá ainda fazer...
Foi um belo dia de Setembro numa Democracia com 38 anos.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.