O que tem sido publicamente ventilado descreve a situação no BCP como uma algazarra de onde emergem casos de nepotismo, favorecimentos financeiros, esquemas para manipular a cotação do banco, violação das regras da CMVM e lógicas de gestão com prejuízo dos accionistas.
Perante isto, subsistem silêncios muito estranhos: do Banco de Portugal; da CMVM; e do próprio Ministério Público. O princípio mais basilar do mercado é a transparência. Se não existir confiança nos métodos utilizados nem nas entidades que deveriam velar pela sua clareza, perderemos o grande recurso de um país sem diamantes nem petróleo: a ideia de um mercado livre. Por isso, é urgente uma investigação para percebermos o que se passou.
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Por Carlos Rodrigues
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