Estes milagres de verão são sempre bem-vindos, mas não justificam grandes comemorações. Seria, aliás, obsceno se acontecessem.
Os tempos que aí vêm aconselham tudo menos os delírios que acompanham as proclamações balofas de retoma, fim da recessão, etc. Basta pensar no tsunami que os funcionários públicos enfrentam em matéria de cortes nas pensões e perda generalizada de direitos para conter o palavreado.
De resto, não se iludam: vai acabar por tocar a todos. Aí, na vocação ablativa do Estado, forte com os fracos e fraco com os fortes, não há milagres.
É sempre a cortar.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Não parecendo uma pessoa extrovertida, o Papa Leão XIV transmite algo de ternurento e carinhoso.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.