É por isso que, sendo contra a informação aos vizinhos da identidade e localização de condenados por pedofilia, lamento que Marinho Pinto meta tudo no mesmo saco e compare chips para pedófilos com a estrela de David!
Impõe-se, porém, que a versão final da lei elimine a identificação aos vizinhos – o que se quer fomentar? Linchamentos? –, mas preveja chips de localização, atenta a perigosidade do infractor, por tempo determinado, controlados pela polícia, se o condenado, no fim da pena, se recusar seguir um programa terapêutico ou o abandone.
Como será de toda a utilidade um registo de condenados por pedofilia, com eliminação dos que tiverem seguido terapêutica com sucesso, para uso exclusivo das autoridades policiais e judiciárias e pelos responsáveis por instituições de menores.
Que as respostas à rua não venham estragar tudo.
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Por Carlos Rodrigues
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.