Lamento que me falte autoridade moral para criticar este comportamento porque fiz, nos idos de 70, papel de comissário político, e ‘esqueci-me’ de que era apenas um jornalista condicionado por um código deontológico. E falta--me também a vontade, tão farto estou dos ditames da troika, uma contradição para quem, ainda há dias, sublinhava aos jovens entusiastas envolvidos na Hora Record, da CM TV, que um repórter não ri, não chora, não opina.
Essa escassez de vontade foi, aliás, testada no próprio sábado, dia em que o Record Online fez títulos como ‘Milhão e meio em protesto nas ruas’ – a versão dos organizadores – ou ‘Portugal na rua contra o Governo’ – com ‘Portugal’ em vez de ‘portugueses’. Mandei mudar? Não. Péssimo jornalismo? É verdade, o problema é que ninguém é de ferro.
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Por Carlos Rodrigues
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