Parecia que o embaixador Rui Lopes Aleixo tinha sido surpreendido fora do seu posto por uma revolução que ninguém previa. Dizia o diplomata, em tom de confessionário, que a revolta era uma invenção: tudo se resumia a uma insignificante questão de ordem pública. As tâmaras continuavam apetitosas em Trípoli e o clima, no pino da estação fresca, aprazível como nunca.
A seguir, falou a chanceler da embaixada, Manuela Caetano. Convém lembrar que a designação do cargo não está de acordo com a verdadeira função: a senhora é chefe da secretaria. Ainda assim, discorreu sobre o que se passava na Líbia. Fê-lo, obviamente, com o mesmo rigor de Lili Caneças. A chanceler estava verdadeiramente incomodada com os distúrbios em Trípoli – como uma tia a quem um grupo de simples desordeiros estragou a hora do chá: "Imagine – dizia ela – que até partiram os vidros do Hotel Radisson." Uma maçada.
O embaixador voltou a contribuir para o anedotário diplomático. Anunciou, de véspera, o embarque em Benghazi de um grupo de portugueses. O bom senso e a prudência mandavam que estivesse calado. O louco pôs em risco a segurança dos nossos compatriotas.
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