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A afanosa tarefa da Reforma do Estado, da Reforma dos Estatutos dos Magistrados e outras reformas conexas, que a breve trecho serão plenamente conhecidas à luz do dia, permite esperar que tenhamos uma alteração substancial de várias estruturas e do ‘modus faciendi’, no sector do Estado em geral e no judicial em especial, mais ajustado à época e às necessidades actuais, merecendo a prece de júbilo entoada pela maviosa avezinha ao Criador do Universo.

No entanto, estas reformas estão ser cozinhadas no "segredo dos deuses" e, a da Justiça, à revelia dos profissionais forenses em geral que, com raras excepções, a desconhecem quase por completo.

Temo, assim, que as ditas reformas, em vez de merecerem as loas do jubiloso canto da cotovia, se revelem, afinal, um triste e lúgubre canto do cisne.

Texto escrito com a antiga grafia

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