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João Vaz

João Vaz

Redator principal

O fim dos imortais

10 de março de 2013 às 01:00

Os servidores do caudilho venezuelano querem que ele continue falsamente vivo. Vão embalsamá-lo à moda de Lenine, Estaline, Mao e outros chefes comunistas. É a forma de sequestrar o poder político através de um morto, com a mesma irracionalidade com que se agarram à vida. A imortalidade é outra coisa. Conhece-se a admiração humana perante monumentos funerários, às vezes gigantescos como as pirâmides, mas o destino dos embalsamados não é glorioso. Basta lembrar como Estaline foi retirado para uma casa forte de ‘tesouros deprimentes’ e como Mao é visitado na praça Tiananmen, em frente de um museu que deixou de se chamar da Revolução.

A liberdade é um ideal humano mais forte do que o bem-estar. Quem promete vida melhor à custa da perda de liberdade não vai longe. Só a liberdade é imortal.

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