Entre os réus, distingue--se o Benfica. Ao determinar "o timing errado" para instalar a rede, impediu que alguns adeptos adversários percebessem que o preço do bilhete não incluía a destruição de material. No mesmo rol está também a Liga de Clubes, ao autorizar a caixa de segurança, a PSP e os bombeiros, que, apesar de importunados, combateram as chamas da forma mais célere. Do lado das vítimas, gravitam alguns arruaceiros indignos de pertencerem a um clube com a grandeza do Sporting.
Para certos analistas, "estava-se mesmo a ver no que ia dar". Claro. Se um dirigente argumenta com "condições pré-históricas", só mesmo uma reacção à altura por parte de um número reduzido de hominídeos que descobriram o fogo. Mas há outra teoria. O mesmo responsável explicou que a melhor maneira de controlar as claques é beber uma cerveja com elas antes dos jogos. Tudo esclarecido. Neste caso da Luz, alguém se esqueceu de abastecer com bebidas os baldes de gelo. E quem não bebeu, desesperou. O fim era previsível.
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Por Carlos Rodrigues
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