Queixamo-nos dos políticos. Mas eles também se queixam de nós. Imagino que a liderança do CDS, hoje em congresso nas Caldas da Rainha, gostasse de nos ver absorvidos pela sua enciclopédia de "soluções" da crise. Nós, porém, como se constata pela ênfase dos noticiários, queremos, sobretudo, ouvir falar da sua política de "coligações" e "acordos".
É injusto? É.
É compreensível? Tam-bém é.
É injusto porque o CDS, que formou nesta legislatura o grupo parlamentar mais atarefado depois do PCP, avançou com princípios e políticas importantes, como a "redução fiscal" e o confronto com a "cultura de esquerda" do regime.
Mas também é compreensível, porque o "partido com soluções" (é assim que o seu líder lhe chama) precisa, antes de mais, de ter uma solução para o problema político que o define.
Apesar da queda do PSD nas sondagens, o CDS não cresceu nem aumentou a sua influência. Toda a sua esperança se reduz a que não haja outra maioria absoluta.
Mas de que lado estará então, entre o PS e o PSD? Teremos outra vez o CDS equívoco de António Guterres?
Para o CDS, esta é mais do que uma questão de estratégia: é uma questão de identidade e de razão de ser.
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