Para o vaticanista Andrea Tornielli, a reunião de Aparecida "consagrou a liderança continental (…) de Jorge Mario Bergoglio", e as conclusões da assembleia tornaram-se no "manifesto programático do seu pontificado". Tornielli considera que "se pode dizer que a eleição do Papa vindo ‘do fim do mundo’ teve os seus inícios aqui", no Santuário que visitou quarta-feira.
Nos textos, então, produzidos pelos bispos "emerge a imagem de uma Igreja que dá primazia à misericórdia, que procura facilitar a fé das pessoas mais do que regulá-la e que quer estar perto de quem sofre ‘como uma mãe’". Desde a sua eleição, o Papa Francisco tem-se esforçado por ser este rosto da Igreja que vai ao encontro dos que sofrem criticando os que se comportam como "alfândegas da fé". Algo que tem feito com naturalidade e autenticidade – o que impressiona.
No documento de Aparecida, os bispos afirmaram claramente que "a Igreja deve libertar-se de todas as estruturas caducas, que não favorecem a transmissão da fé" (nº 365). Desde os primeiros dias do seu pontificado, o Papa Francisco tem manifestado o seu empenhamento em reformar a Cúria Romana, a começar pelas estruturas económicas e financeiras, de que é exemplar a sua intervenção no IOR, o banco do Vaticano. Bento XVI não se sentia com saúde e forças para promover essa reforma, o que terá constituído uma das razões para a sua renúncia. Francisco, mesmo do outro lado do oceano, continua a acompanhar atentamente esse dossier. Num dos intervalos entre os compromissos, agendados para esta visita ao Brasil, recebeu o Cardeal Maradiaga, o coordenador da Comissão para a reforma da Cúria.
Aos pés da Aparecida, o Papa desafiou os fiéis a "conservar a esperança". A "deixarem-se surpreender por Deus". A "viver na alegria". Esperança, Surpresa e Alegria são as palavras distintivas deste Pontificado.
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