Foi assim com a TSU. Parece que vai ser assim com os escalões de IRS. E também com o IMI, mais a cláusula de salvaguarda que já não salvaguardava mas voltou a salvaguardar. A técnica tem sido esta: primeiro, aparece o primeiro-ministro ou o ministro das Finanças com ar muito grave a anunciar medidas duríssimas mas que não podem deixar de ser tomadas.
Dias depois, reaparecem a explicar que se calhar são um bocadinho duras demais e convém amenizá-las. E mais tarde – quem sabe? – podem perfeitamente regressar outra vez e dizer "pensando melhor, volta tudo ao início" ou então "esperem lá, que acabámos de ter uma ideia do caraças e agora é que vai ser".
No meio disto, fica o pobre Zé Povinho a tremer, com a cabeça a andar à roda e tanta confiança no futuro do país como nas possibilidades de o Sporting se vir a sagrar campeão nacional. Neste momento, eu já não sei o que é que assusta mais os portugueses. Se a austeridade, se esta sensação de atirar diariamente búzios para cima da mesa e seguir os conselhos de Maya. É que já nem sequer ao nosso bolso o Governo está a ir com convicção. E isso mete medo. Mete muito medo.
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Por Carlos Rodrigues
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