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Portugal continua a ser um País de brandos costumes e ideias curtas. Santana Lopes nunca foi acusado de corrupção, não fugiu aos impostos nem utilizou bens públicos em proveito próprio. Esta alegada “falta de credibilidade” só pode ter origem numa vida privada “atribulada”, mas própria de uma geração nova de homens e políticos. Um preconceito que, infelizmente, ainda decide eleições.

Miguel Alexandre Ganhão, Editor de Economia

Não é a badalada vida social do presidente da Câmara de Lisboa que lhe belisca a credibilidade, tanto mais que a fama de ‘jet set’ pode até ser-lhe benéfica. O que, neste momento, joga contra Santana Lopes é o facto de não ter sido eleito para primeiro-ministro, mas sim para presidente da Câmara de Lisboa. Se quer ser chefe do governo (assim o PSD o entenda), a solução passa por ir a votos.

Luís F. Silva, Subeditor de Cultura & Espectáculos

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