António Costa está para este Executivo de Sócrates como Jorge Coelho esteve para o de Guterres. Quando o cimento cede a coesão entra em colapso.
Quando uma profusão de candidaturas independentes ameaça alterar os dados tradicionais colocados ao eleitorado, Sócrates poderá lançar António Costa à arena eleitoral como cavalo de Tróia da mudança governamental que já tarda.
O tempo ideal da remodelação era talvez Abril. A crise da licenciatura tornou impossível qualquer movimento. Agora, com Lisboa ao fundo, eis que a remodelação se torna inevitável caso Costa aceite o repto. Da Administração Interna, a dança das cadeiras poderá estender-se ao Ambiente, Obras Públicas e quiçá à Cultura. Tudo a bem de Lisboa.
Mas o País é muito mais do que Lisboa. Um avanço de Costa para a incerta eleição na capital pode resolver um problema imediato a José Sócrates. Mas, logo de seguida, deixa-lhe um vácuo na coordenação invisível das várias tendências de que é feito qualquer Governo.
Para António Costa, ir a votos é batalha que um dia terá de travar. Para Lisboa, o seu avanço é um primeiro sinal de esperança. Para o País, Costa fora do Governo é um acréscimo de risco quase pirómano.
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Por Carlos Rodrigues
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