Este tipo de notícias em plena época poderia até suscitar comportamentos curiosos dos jogadores no activo. Imagine-se que Quim, no momento da decisão por penáltis na final da Taça da Liga, se encostava a um dos postes de braços cruzadas e gritava bem alto para quem quisesse ouvi-lo: “Ai é? Então que venha agora esse tal Espinoza defender esta porcaria!” Para quem não saiba, Espinoza é como se chama o guarda-redes do Standard de Liège que a Imprensa tem apontado como futuro reforço do Benfica, ainda que “preso por detalhes”.
Com Quique Flores, o treinador, passa-se algo de similar, ainda que, enfim, ligeiramente mais rebuscado. O técnico espanhol não vingou na Luz, por questões práticas: não vai ganhar o campeonato, foi eliminado da Taça de Portugal pelo Leixões, fez uma figura triste na Taça UEFA e, quanto ao único troféu que ganhou, a opinião pública é unânime em considerar que o facto se deve muito mais a Lucílio Baptista do que aos méritos do espanhol. Ao contrário de Quim, que continua a defender a baliza do Benfica, apesar de Espinoza, Quique parece ter desistido de comandar o Benfica assim que os jornais começaram a falar dos seus possíveis sucessores. Ao afirmar que o terceiro lugar é “bom”, Quique Flores fechou a loja. O facto de se sentar no ‘banco’ significa, simplesmente, que está preso por detalhes.
EXIGÊNCIA ABSURDA
Desde 1992 e de Eriksson que o Benfica não tem por duas épocas o mesmo treinador. Nem Trapattoni, campeão em 2005, ficou o segundo ano na Luz. Soa, assim, absurda a exigência do “segundo lugar” a Quique.
CURTO REPERTÓRIO
O México não correu bem a Eriksson. E o nome do sueco volta a ser falado para o Benfica. Também não correu bem a Miccoli o regresso a casa. E o italiano volta a ser falado para o Benfica. Na Luz é curto o repertório.
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