Um activo pode perder o valor de mercado, designadamente por surgir desconfiança quanto à sua utilidade ou por esse bem deixar de ter qualquer utilidade real. Tais contingências são aquilo a que se chama o risco dos negócios e, quando esse risco se generaliza, estamos a caminho da falência.
Nas empresas os negócios mal sucedidos são revelados pela comparação entre o activo e o passivo. A presente crise da Banca representa isso mesmo: os balanços revelam uma larga desvalorização de um património que se supunha sólido. E o sistema interbancário mundial vai multiplicando o efeito. Há, por isso, que encontrar um comprador disposto a dar alguma coisa pelos activos desvalorizados, isto é "tóxicos". E quem poderá substituir os produtos tóxicos por vitaminas? Actualmente, só o Estado – todos nós, afinal – tem condições para o fazer.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.