Sim, depois do País ter liquidado a sua reputação junto dos mercados, regressávamos agora triunfantes dizendo ao mundo: vejam, nós conseguimos, tivemos três anos de sacrifício e agora tudo será como dantes! Haverá boas reformas para todos, consultas e operações de borla, escola gratuita até ao 12º ano, aleluia estamos salvos!
Não. Esse sonho acabou. É preciso mudar. Mas mudar no sentido certo. No sentido de uma sociedade mais equilibrada, onde existam cada vez menos pobres, e onde os mais afortunados sintam que os impostos que pagam servem um propósito de justiça social.
É preciso mudar para um Estado mais transparente e responsável. Que seja exemplo de eficácia e poupança, que não fique refém de grupos de interesse. Que explique às famílias a racionalidade das suas decisões, e que trabalhe para a construção de um futuro melhor.
Sem este tipo de atitude não haverá governo, seja de iniciativa presidencial, de esquerda ou de direita, que consiga voltar a dizer aos portugueses de oito ou 10 anos: viverás num País mais justo, mais moderno e melhor.
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Por Carlos Rodrigues
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Enquanto o COI impedia homens biológicos de baterem em mulheres, por cá a gente entreteve-se com uma pseudo-traição na ‘Secret Story’ e a bolha mediática acha mal José Luís Carneiro pressionar pela libertação de presos políticos.
É caso para temer que seja mais do mesmo.
Hoje, o desafio não é reescrever o texto constitucional, mas cumprir o seu espírito.
Os filhos levam tempo até perceber que os pais também são humanos.