Os bairros camarários do Porto são um cancro, onde nada é fácil a não ser a droga e a marginalidade. Onde o medo faz encobrir quase tudo, onde a miséria convive quase só com a miséria, onde os valores são outros. A Vanessa morava no Aleixo, o ‘Grilo’ que foi morto há alguns meses era do Regado, o Paulo ‘Polaco’ era do Cerco, o ‘Siga’ de outro qualquer. Vidas mínimas.
É um mundo fechado de onde é difícil sair. Em que o Rendimento Mínimo permitiu a alguns consumir mais, mas não verdadeiramente viverem melhor.
São vidas dramáticas que ao longo dos anos tem piorado. Rui Rio fez desses bairros uma prioridade, mas décadas e décadas em que nada se investiu, em que a degradação foi a única coisa que aumentou, tornam qualquer intervenção sempre pequena. Sempre mínima.
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