O Zeppelin começou por ser um dirigível que, pela sua dimensão, parecia ser o futuro da aviação. Alguns, como o Hindenburg, faziam voos regulares transatlânticos. Os Led Zeppelin nasceram do fascínio por esse monstro dos céus, a mistura perfeita e bela de algo pesado e leve ao mesmo tempo. Não foi por acaso que o grupo escolheu para capa do primeiro álbum uma foto do trágico acidente do Hindenburg em 1937. Tudo era simbólico. Os Led Zeppelin pareciam bárbaros à conquista do território do rock e o seu sucesso foi instantâneo. Defensores dos álbuns conceptuais raramente editavam singles. Aqueles que eram para ser conhecidos como os novos Yardbirds (uma mítica banda dos anos 60) acabariam no inferno, após a morte prematura do baterista John Bonham em 1980. A reedição, em versão remasterizada e com muitos valores acrescentados, dos primeiros três discos do grupo permite-nos também ter a noção da sua enorme dimensão que alguns talvez só recordem através do tema ‘Starway to Heaven’. Mas os Led Zeppelin foram cruciais no mundo do rock. As poucas vezes que se reuniram para tocar em conjunto após a dissolução do grupo tem deparado sobretudo com a recusa de Robert Plant fazer renascer o seu histórico papel juvenil, o de um Deus nórdico que contava histórias fantásticas. Talvez seja isto que tenha levado o verdadeiro líder dos Led Zeppelin, Jimmy Page, a recuperar os primeiros discos do grupo e ir em busca dos arquivos para mostrar o seu valor histórico. Estes três discos são os primeiros de nove reedições que abarcam a carreira dos Zeppelin entre 1969 e 1982, apresentando gravações de concertos da época e muitas sessões de estúdio. A bateria implacável de Bonham está ali, tal como o fascínio pelo blues e pela soul de Jimmy Page ou Robert Plant. A alma dos Led Zeppelin, puros e duros, está aqui nestes discos que continuam a valer ouro.
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Por Carlos Rodrigues
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