Mais um dia de greve nas escolas. Mais um dia de julgamentos adiados. Mais um dia de caos nos hospitais. Mais uma semana de protestos pela falta de casas. Tudo mais, mas tudo a menos. Como se chega a este ponto? A culpa é de Passos Coelho? Da Covid-19? Da guerra na Ucrânia? Excluindo o antigo líder do PSD, é natural que este conjunto de situações, tão adversas como imprevisíveis, tenha tido repercussões negativas nos vários setores, mas não explicam o estado em que o País se encontra, muito longe disso. Dá a sensação que nos governos de António Costa ninguém olha além do horizonte, funcionam em modo de gestão diária, limitando-se a tapar buracos e a distribuir subsídios, mascarando a incapacidade com a propaganda. E ao contrário do que pretendem, PCP e Bloco não se podem pôr a salvo deste naufrágio, como se os problemas na Educação, Justiça, Saúde e Habitação tivessem nascido de geração espontânea. Não nasceram. Apenas chegámos ao fim da linha, o mal vem detrás, quando Catarina e Jerónimo batiam palmas à geringonça. O falhanço das políticas naqueles setores também lhes pertence. Não vale a pena vir para a rua gritar o contrário, como se não tivessem estado comprometidos com as decisões tomadas nos últimos anos, ou a falta delas. Chegados a este ponto, o verdadeiro drama é não se ver ninguém que nos consiga resgatar desta espiral.
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