O Correio da Manhã é um jornal que tem com os seus leitores um contrato diário de contar os factos. Todas as notícias relevantes, quaisquer que sejam os temas: da política ao desporto, da economia aos assuntos de sociedade, das ocorrências de segurança ao cor-de-rosa. Trata-se do "valor absoluto da notícia", tal como está definido no estatuto editorial do CM. Não temos vacas sagradas, nem tabus jornalísticos. Por isso somos frequentemente incómodos para muitos poderes instalados.
Segunda-feira à noite, Miguel Sousa Tavares, comentador da SIC, acusou-nos de "jornalismo de sarjeta" a propósito de uma notícia sobre Mário Soares revelada na véspera do seu aniversário. Miguel Sousa Tavares aproveitou este motivo para insultar o CM, mas não é por causa da paixão pela vida de Mário Soares aos 90 anos que o escritor ataca o jornal. Compreende-se que seja amigo de José Sócrates e não goste das notícias publicadas sobre o ex-primeiro-ministro. Também não gosta do CM porque foi incómodo para o seu amigo de caçadas José Guilherme, o construtor benemérito dos 14 milhões recebidos por Ricardo Salgado. E obviamente Miguel Sousa Tavares deplora a investigação realizada pelo CM sobre o seu compadre Ricardo Salgado e sobre o descalabro do Grupo Espírito Santo, do qual os seus netos são herdeiros.
Com tantos conflitos de interesses, percebe-se a razão de MST já nem ser jornalista. As notícias são de água pura, que só correm para a sarjeta depois de lidas pelo comentador Miguel Sousa Tavares.
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