André Ventura já ganhou muito mais do que pode perder nas urnas. Afastou Gouveia e Melo, que começou por ‘flirtar’ com o eleitorado do Chega. O militar quis ficar com os votos do partido sem ter de gerir o efeito político de um apoio público de Ventura, que lhe limitaria o crescimento. Contados os votos, Ventura segurou o seu pecúlio pessoal nos 1,3 milhões de eleitores e pode chegar a um resultado inédito na segunda volta. Derrotou Mendes, Rio e Montenegro. Se perder as presidenciais, o balanço para o que mais lhe interessa, a luta pela liderança da direita, será muito positivo. E decisivo para moldar o futuro da sua carreira. Se, pelo contrário, perder as estribeiras, não se distanciando com firmeza do radicalismo neonazi que a PJ desmontou e continuar a explorar uma vitimização insustentável, pode perder muito mais do que estas presidenciais. Se, por acréscimo, transformar a campanha numa javardice, tentando arrastar Seguro para um combate na lama, o que nunca conseguirá, em torno do tenebroso socialismo, de Sócrates e Costa, então, o resultado será ainda mais óbvio. Ventura não é capaz de fazer política de outra maneira e os limites ao crescimento eleitoral são claríssimos. Ficará lagartixa, nunca chegará a Abascal, quanto mais a Meloni. Dilema complicado para Ventura.
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