Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial Adjunto4de maio ficará provavelmente marcado como o dia zero do regresso à normalidade possível em Portugal. Milhares de pessoas saíram à rua para trabalhar, fazer compras no pequeno comércio e a máscara começou a fazer parte da indumentária. Sabemos que até haver a milagrosa vacina e terapia eficaz, teremos de conviver com todo o cuidado com a ameaça do vírus, que além da crise sanitária já provocou a maior crise económica das nossas vidas. Cada morte provocada pelo novo coronavírus é uma tragédia, mas há o risco de as vítimas diretas e indiretas da hibernação económica serem ainda mais.
A economia não funciona como um vulgar telecomando, que liga e desliga com um simples toque. A retoma vai ser lenta, particularmente em Portugal, que tinha no turismo o principal dínamo de criação de riqueza.
Com o combate à pandemia há um pequeno grupo de negociantes que floresce durante a crise, os que controlam o abastecimento de material e equipamento sanitário contra o vírus. São negócios de milhões que têm sido feitos com pouco escrutínio público, com sérias dúvidas sobre a transparência. É preciso responder com eficácia e eficiência ao surto, mas há regras e princípios que não podem ser atropelados. Não pode haver vampiros com lucros imorais e ilegítimos por causa da pandemia.
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